domingo, 18 de agosto de 2013
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Carmen Garrez
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela
Universidade Federal de Pelotas.
Nasceu em Cacequi - Rio Grande do Sul
Brasil
Nasceu em Cacequi - Rio Grande do Sul
Brasil
Apresentação
Virtuose de luz e formas, assim é a pintura da artista Carmen Garrez, que concentra nas fíguras exóticas um deslumbramento de cores e um certo delírio sensual. Uma pintura reinventada com poucos traços e rica em expressão, conferindo uma solidez que se revestem de cores e contornos perfeitos. Numa linguagem plástica elementos se entrelaçam, nada permanece isolado, as imagens ostentam uma suavidade de finíssima luz e exuberância contida nos volumes alongados. Pintura onírica, suáve deixa transparecer a mesma suavidade que emana da artista.
Muito me honra poder chegar aqui e admirar tanta expressividade traduzida em pintura.
Mais sucesso para você e muita VIDA!
M.Kindermann
Artista Plástico Diretor de Arte da Associação Catarinense de Artistas Plásticos
Muito me honra poder chegar aqui e admirar tanta expressividade traduzida em pintura.
Mais sucesso para você e muita VIDA!
M.Kindermann
Artista Plástico Diretor de Arte da Associação Catarinense de Artistas Plásticos
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
México
MUSEO DOLORES OLMEDO, A OUTRA CASA DE FRIDA KAHLO
Por Carmen Garrez*
Chegando a cidade do México tratei de contatar um táxi para levar-me ao sonhado Museo Frida Kahlo. Seu Fernando Flores foi o taxista indicado pelo hotel onde eu estava hospedada, como uma pessoa de extrema confiança para levar-me até o Museo de Frida e o de Diego Rivera, localizado em Coyoácan. Seu Flores, muito simpático e conversador, apaixonado e estudioso da obra de Frida Kahlo, foi uma agradável companhia, pois contou-me vários momentos da vida desses dois importantes artistas, fatos que não costumamos ler nos livros de arte. Narrou ainda a importância política e a influência atuante de Diego para conseguir a medicação e anestésicos para amenizar a terrível dor final de Frida. Percebi o endeusamento de ambos.
Após a tocante visita ao Museo de Frida Kahlo, ele anunciou que me levaria a um museu extremamente importante e que continha grande coleção das obras de Frida e Diego.
Agradeci, sem imaginar a surpresa que me aguardava. Deparei-me com grandioso acervo, cujas obras, de certa forma, registravam a via crucis da pintora mexicana. Foi surpresa, também, constatar que se encontravam lá as pinturas que eu já conhecia através dos livros de arte. Deixo registrado aqui que as fotos das telas de Frida que ilustram esta crônica foram tirados da internet, pois era proibido fotografar o acervo.
Dolores Maria Olmedo Patiño foi grande amiga de Diego e Frida. O museu, que leva seu nome, foi constituído para abrigar as obras, tanto de Frida quanto de Diego. A pedido do próprio Rivera, após a morte de Frida, Dolores tratou de comprar obras que se encontravam espalhadas pelo mundo e trazê-las de volta ao México.
Localizado em Xochimilco, no sul da cidade do México, o Museo Dolores Olmedo Patiño tem como função principal dar a conhecer a coleção privada mais importante e difundir a produção artística de Diego Rivera, integrada por 137 trabalhos do muralista e pintor. Vinte e cinco obras relevantes de Frida Kahlo e 43 de Angelina Beloff. Contém ainda extensa evaliosa coleção com mais de 600 peçaspré-hispânicas procedentes de diversas culturas indígenas antigas do país, móveis e objetos da época e uma singular coleção de peças de artes populares, incluindo cerâmica, vidros, máscaras e lacas, entre outras criações, produto da sensibilidade anônima, na a maioria dos casos de povo mexicano.
Na vista à Casa Azul minha grande emoção foi estar no seu ateliê,na presença do cavalete, das tintas, cadeira de rodas. Outra emoção (esta mais forte) foi visitar os aposentos de FridaKahlo. Suas camas… Uma onde pintava e outra onde dormia. Enfim, adentrar àquele universo íntimo foi uma experiência inesquecível. Era como estar dentro da “vida” de Frida.
Confesso que saí um pouco frustrada da Casa Azul pelo fato de não ter visto as obras de Frida que eu sonhara ver. Entretanto, conhecer o Museo Dolores Olmedo foi a experiência que faltava para encerrar com chave de ouro a “entrada” no mundo de Frida Khalo.
*Arquiteta e artista plástica. Mora em Pelotas
Por Carmen Garrez*
Chegando a cidade do México tratei de contatar um táxi para levar-me ao sonhado Museo Frida Kahlo. Seu Fernando Flores foi o taxista indicado pelo hotel onde eu estava hospedada, como uma pessoa de extrema confiança para levar-me até o Museo de Frida e o de Diego Rivera, localizado em Coyoácan. Seu Flores, muito simpático e conversador, apaixonado e estudioso da obra de Frida Kahlo, foi uma agradável companhia, pois contou-me vários momentos da vida desses dois importantes artistas, fatos que não costumamos ler nos livros de arte. Narrou ainda a importância política e a influência atuante de Diego para conseguir a medicação e anestésicos para amenizar a terrível dor final de Frida. Percebi o endeusamento de ambos.
Após a tocante visita ao Museo de Frida Kahlo, ele anunciou que me levaria a um museu extremamente importante e que continha grande coleção das obras de Frida e Diego.
Agradeci, sem imaginar a surpresa que me aguardava. Deparei-me com grandioso acervo, cujas obras, de certa forma, registravam a via crucis da pintora mexicana. Foi surpresa, também, constatar que se encontravam lá as pinturas que eu já conhecia através dos livros de arte. Deixo registrado aqui que as fotos das telas de Frida que ilustram esta crônica foram tirados da internet, pois era proibido fotografar o acervo.
Dolores Maria Olmedo Patiño foi grande amiga de Diego e Frida. O museu, que leva seu nome, foi constituído para abrigar as obras, tanto de Frida quanto de Diego. A pedido do próprio Rivera, após a morte de Frida, Dolores tratou de comprar obras que se encontravam espalhadas pelo mundo e trazê-las de volta ao México.
Localizado em Xochimilco, no sul da cidade do México, o Museo Dolores Olmedo Patiño tem como função principal dar a conhecer a coleção privada mais importante e difundir a produção artística de Diego Rivera, integrada por 137 trabalhos do muralista e pintor. Vinte e cinco obras relevantes de Frida Kahlo e 43 de Angelina Beloff. Contém ainda extensa evaliosa coleção com mais de 600 peçaspré-hispânicas procedentes de diversas culturas indígenas antigas do país, móveis e objetos da época e uma singular coleção de peças de artes populares, incluindo cerâmica, vidros, máscaras e lacas, entre outras criações, produto da sensibilidade anônima, na a maioria dos casos de povo mexicano.
Na vista à Casa Azul minha grande emoção foi estar no seu ateliê,na presença do cavalete, das tintas, cadeira de rodas. Outra emoção (esta mais forte) foi visitar os aposentos de FridaKahlo. Suas camas… Uma onde pintava e outra onde dormia. Enfim, adentrar àquele universo íntimo foi uma experiência inesquecível. Era como estar dentro da “vida” de Frida.
Confesso que saí um pouco frustrada da Casa Azul pelo fato de não ter visto as obras de Frida que eu sonhara ver. Entretanto, conhecer o Museo Dolores Olmedo foi a experiência que faltava para encerrar com chave de ouro a “entrada” no mundo de Frida Khalo.
*Arquiteta e artista plástica. Mora em Pelotas
segunda-feira, 25 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
sábado, 22 de agosto de 2009
Brincar de Ser
Estou aqui pensando
em Picasso
Pensando em ser
uma artista...
nas cores
nas formas
nas tintas
nas telas
belas...
as dele
as minhas
que chamo
simplesmente
telas...
Carmen
em Picasso
Pensando em ser
uma artista...
nas cores
nas formas
nas tintas
nas telas
belas...
as dele
as minhas
que chamo
simplesmente
telas...
Carmen
domingo, 16 de agosto de 2009
Jornal Comunidade News - New York
Matéria Publicada no Jornal Comunidade News
O Jornal da Comunidade Brasileira
Connecticut - New York - New Jersey
Carmen Garrez 04/29/2009 08:01:22 AM
Tempo Real
Arilda Costa
Fiquei encantada com o trabalho da artista Carmen Garrez, ela nasceu em Cacequi no Rio Grande do Sul. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas, e durante dois anos também cursou a Faculdade de Licenciatura em Desenho e Plástica. Participou de exposições individuais e coletivas em diversos estados brasileiros. Algumas de suas telas estão na França, Índia, Portugal, Itália e nos EUA. Em 2007, em junho, participou de coletiva em Roma, reunindo artistas primitivos modernos portugueses. Detêm prêmios importantes, tais como Prêmio Aquisição da Segunda Bienal de Arte Mística de Minas Gerais, em 1990; Primeiro lugar no Concurso Companhia Telefônica Melhoramento e Resistência (Listel) para a capa do catálogo telefônico – Pelotas-RS, em 1990. Seu trabalho foi publicado na Revista de circulação nacional PLANETA, edição 219, dezembro de 1990; PELOTAS EM REVISTA, maio de 2000, e na Revista ATELIÊ E PINTURA, edição 12, 2004.A arte surgiu durante um período adverso. O trabalho começou se desenvolvendo com canetas hidrocor sobre papel. Após um período, passou a utilizar tinta acrílica sobre tela, usando a natureza como temática. A figura humana apareceu muito discretamente como camponesas cobertas por grandes chapéus, encobrindo seus rostos. O desejo de desvelar as mulheres surgiu após uma viagem à Europa em frente a uma obra de Picasso. “A figura humana emergiu das telas pequenas e ganhou espaço em telas muito grandes, com rostos finalmente à mostra”. Um mundo feminino onde reinam camponesas, índias, urbanas , deusas, e mulheres de misteriosos olhares, ainda que aparentemente estáticas, ganham dimensões espaciais inusitados. Dir-se-ia todas numa só, chegando inclusive à decomposição como parte de um todo. Para quem quiser conferir mais do trabalho da artista -
www.clicfolio.com/garrez
Arilda Costa
O Jornal da Comunidade Brasileira
Connecticut - New York - New Jersey
Carmen Garrez 04/29/2009 08:01:22 AM
Tempo Real
Arilda Costa
Fiquei encantada com o trabalho da artista Carmen Garrez, ela nasceu em Cacequi no Rio Grande do Sul. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas, e durante dois anos também cursou a Faculdade de Licenciatura em Desenho e Plástica. Participou de exposições individuais e coletivas em diversos estados brasileiros. Algumas de suas telas estão na França, Índia, Portugal, Itália e nos EUA. Em 2007, em junho, participou de coletiva em Roma, reunindo artistas primitivos modernos portugueses. Detêm prêmios importantes, tais como Prêmio Aquisição da Segunda Bienal de Arte Mística de Minas Gerais, em 1990; Primeiro lugar no Concurso Companhia Telefônica Melhoramento e Resistência (Listel) para a capa do catálogo telefônico – Pelotas-RS, em 1990. Seu trabalho foi publicado na Revista de circulação nacional PLANETA, edição 219, dezembro de 1990; PELOTAS EM REVISTA, maio de 2000, e na Revista ATELIÊ E PINTURA, edição 12, 2004.A arte surgiu durante um período adverso. O trabalho começou se desenvolvendo com canetas hidrocor sobre papel. Após um período, passou a utilizar tinta acrílica sobre tela, usando a natureza como temática. A figura humana apareceu muito discretamente como camponesas cobertas por grandes chapéus, encobrindo seus rostos. O desejo de desvelar as mulheres surgiu após uma viagem à Europa em frente a uma obra de Picasso. “A figura humana emergiu das telas pequenas e ganhou espaço em telas muito grandes, com rostos finalmente à mostra”. Um mundo feminino onde reinam camponesas, índias, urbanas , deusas, e mulheres de misteriosos olhares, ainda que aparentemente estáticas, ganham dimensões espaciais inusitados. Dir-se-ia todas numa só, chegando inclusive à decomposição como parte de um todo. Para quem quiser conferir mais do trabalho da artista -
www.clicfolio.com/garrez
Arilda Costa
Matéria Publicada no Jornal O Rebate (ES)
Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
CARMEN GARREZ, Arquiteta, Urbanista e Artista Plástica, natural de Cacequi (RS). Sua arte surgiu no ano de 1989, durante um período adverso. O trabalho começou se desenvolvendo com canetas hidrocor sobre papel na técnica de pontilhismo. Após um longo período, passou a utilizar tinta acrílica sobre tela, tendo a natureza como temática. A figura humana aparecia muito discretamente como camponesas cobertas por grandes chapéus, encobrindo seus rostos. Numa nova fase a figura humana feminina emergiu das telas pequenas e ganhou espaço em telas muito grandes, com rostos finalmente à mostra. Um universo feminino onde reinam mulhres camponesas, índias, santas, deusas, mulheres de expressivos e misteriosos olhares,sempre com uma conexão muito intensa com a natureza e os pássaros. Premiada na Segunda Bienal de Arte Mística, em Governador Valadares, MG, 1990; Telefônica Melhoramento e Resistência-Listel, para capa do catálogo telefônico em Pelotas, 1990. Primeiro lugar no Concurso da Companhia Publicações na revista Planeta, edição 210, dezembro de 1990; Pelotas em Revista, maio de 2000; Revista Ateliê e Pintura, edição 12, 2004. Principais exposições: Sexto Salão de Novos Prefeitura de Pelotas, 1988; A arte dos Arquitetos, Galeria Van Gogh, Pelotas-RS, 1989; Bienal de Arte Primitiva - Piracicaba-SP, 1992; individual Corredor da Arte Hospital Escola da UFPel, Pelotas, 2002; selecionada para o Sétimo Circuíto Internacional de Arte Brasileira para expor na Expression Libre Galerie (França) e na Palais Paltty (Viena), pelo Colege Arte, 2002; Terceira Exposição Latina Americana de Artes Plásticas - Santa Maria-RS; exposição Instituto Santo Antonio dos Portugueses, em Roma, 2007.
sábado, 18 de julho de 2009
O Inconsciente Naïf
Vivemos numa época imagética por excelência. Uma autêntica ditadura visual. É na mídia televisiva que este conceito se fortalece, oferecendo um banquete de estandartização, obrigando-nos a aceitar o mundo do faz de conta, onde nada é sólido; tudo, na verdade, se esfuma em velocidade vertiginosa. Gente, carros, idéias... O mundo é um caleidoscópio incessante, louco, incentivando o bêbado olhar a prestar atenção às imagens pré-fabricadas, cujo objetivo é vender de tudo - o lixo de preferência.Na contramão deste estrada, a arquiteta e artista plástica Carmen Garrez, gaúcha de origem, residente em Pelotas, engendrou um universo especial, catártico, diametralmente oposto a esse que nos proíbe de pensar, ouvir. E surpreende pela 0usadia, principalmente em se tratando de uma artista iniciada na arte primitiva, em cujo meio foi premiada, tendo realizado também inúmeras coletivas e individuais.
Na nova fase, Carmen distorce a figura humana, tornando-a um ser ambivalente, carregada de significados ocultos, remetendo-nos a um universo surpreendente, nada parecido com o mundo que se despreende da televisão, lobotomizando os incautos. A organização é anárquica, absolutamente catártica, ossatura realmente instigante.
As telas, em acrílico, são imensas (a menor tem 100 x 80 cm), de cores fortes, contrastantes, trazem do nada avantajados rostos de mulheres, lábios fartos e vermelhos, grandes seios à mostra - flagrante crítica à cultura do silicone - ou do melão?
Os homens identificados tendem a androgenia, respirando num espaço aparentemente rarefeito, perdidos ao meio de animais serpentinos, apêndices ante-diluvianos, os quais dão motras de querer escaparem das telas e nos abraçar fortemente.
Não bastasse isso, deparamo-nos com grandes olhos negros, hipnóticos, que têm a missão de nos seguir onde quer que vamos. Carmen Garrez, com esta obra, se insere no time dos grandes artistas, cujo trabalho visa detonar o mundo da fatuidade, do óbvio, da caretice que virou tradição. O que tem valor, enfim, não é tã0-só aquilo que agrada ao nosso olhar, sobretudo é a força que revolve nossa alma.
Carmen, tradicionalmente uma artista primitiva, cuja fase anterior reproduzia a realidade à sua volta, levando o espectador a uma compreensão exata da obra. Na nova fase, busca passar a mensagem não tão direta, mas de inconsciente para inconsciente.
Manoel Soares Magalhães
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